sexta-feira, 24 de junho de 2011

O amor

O amor, sentimento que ultrapassa dimensões
Não se sabe como ele chega e não se sabe de verdade se ele acaba,
O amor existiu para mim
Não um amor de momento, mas o amor sublime, o amor incondicional
Eu amei, amei não só um homem, eu amei um ser inteiro
Amei seus defeitos e suas qualidades, amei seus batimentos cardíacos e a sua respiração e alegrei-me por ele estar ali, vivo
Amei o eu corpo e a sua risada; amei seus devaneios e suas piadas; amei em suas quedas e amei quando ele se levantava com a ajuda das minhas mãos que o ofertavam afagos na alma e no coração
O amor aconteceu da maneira mais simples e mais complicada
O amor aconteceu cheio de provações
Mas ele veio e sempre virá
O amor existe em mim para ele e sempre me encherá de alegria em saber que ele apenas vive
E estarei não mais ao seu lado, mas chorando em cada dor e rindo em todas as alegrias
Assim é o amor, existe apenas para fecharmos os nossos olhos e sentirmos a sua presença, cobrir os seus pés nas noites frias e alegrar-se ao sentir a sua respiração e seus batimentos: o amor é vivo e sempre será.

A minha Fé

Fé!
Palavra tão pequenina e tão grandiosa; fé, a capacidade de crer no que não é visível, mas sim no que é sentido
Fé, a fé que fez acreditar num milagre em crer que minha mãe não iria partir e me deixar grávida e sem ela
Fé, a fé que invadiu o meu coração de coragem e valentia para aceitar que eu poderia viver sem um ser tão caro e precioso em meu caminhar
Fé, a fé que me fez tão forte ao ter que amparar a minha irmã em sua tamanha dor
Fé, a fé que me fez remendar meu coração em trapos e transformá-lo num campo de amor para abrigar quem ficou, para colocar meus irmãos e meu pai em meu colo e secar as minhas lágrimas em forma de doação e abraços de força e fibra
Fé, a fé que me fez cair no chão quando vi a partida tão prematura do meu pai e me fez levantar para mais uma vez cuidar dos que ficaram
Fé, a fé que conseguiu enxugar meu pranto cheio de dor ao ver a precoce e sofrida partida do meu irmão tão amado e mais uma vez ainda ter que consolar os que ficaram
Fé, que me fez levantar quando já achava que não iria conseguir
Fé, a fé que me levou até um amor tão grandioso e tão imensurável, que eu julgava eterno
Fé, a fé que também me deu tanta valentia quando percebi que o meu grande amor não era tão grande assim...
Fé, a fé que me faz acreditar que nada, nada nesse mundo acontece sem a permissão de meu Deus
Fé, a fé que nunca me deixou amarga, apesar de tudo
Fé, a fé que nunca me deixou perder o encantamento pela vida
Fé, a fé que me transformou em mulher sem nunca deixar a menina que existe em mim
Fé, a fé que transformou  a menina tão valente e corajosa, que chora de tanta saudade de todas as perdas
Fé, a fé que me enxuga as lágrimas e me faz rir de tanto crer
Fé, a fé que me acompanha e que me faz acreditar na grandiosidade e na pequenez da vida
Fé, a fé que enxuga as minhas lágrimas que caem em meu rosto
Fé, a fé em que a vida é muito mais que tudo isso
Fé, a fé que me levanta todos os dias e me faz crer que a fé está em mim!


                                     Eclesiastés 3

"1 Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu.

2 Há tempo de nascer, e tempo de morrer; tempo de plantar, e tempo de arrancar o que se plantou;

3 Tempo de matar, e tempo de curar; tempo de derrubar, e tempo de edificar;

4 Tempo de chorar, e tempo de rir; tempo de prantear, e tempo de dançar;

5 Tempo de espalhar pedras, e tempo de ajuntar pedras; tempo de abraçar, e tempo de afastar-se de abraçar;
6 Tempo de buscar, e tempo de perder; tempo de guardar, e tempo de lançar fora;

7 Tempo de rasgar, e tempo de coser; tempo de estar calado, e tempo de falar;

8 Tempo de amar, e tempo de odiar; tempo de guerra, e tempo de paz.

9 Que proveito tem o trabalhador naquilo em que trabalha?

10 Tenho visto o trabalho que Deus deu aos filhos dos homens, para com ele os exercitar.

11 Tudo fez formoso em seu tempo; também pós o mundo no coraçäo do homem, sem que este possa descobrir a obra que Deus fez desde o princípio até ao fim.

12 Já tenho entendido que näo há coisa melhor para eles do que alegrar-se e fazer bem na sua vida;
13 E também que todo o homem coma e beba, e goze do bem de todo o seu trabalho; isto é um dom de Deus.
14 Eu sei que tudo quanto Deus faz durará eternamente; nada se lhe deve acrescentar, e nada se lhe deve tirar; e isto faz Deus para que haja temor diante dele.

15 O que é, já foi; e o que há de ser, também já foi; e Deus pede conta do que passou.

16 Vi mais debaixo do sol que no lugar do juízo havia impiedade, e no lugar da justiça havia iniqüidade.
17 Eu disse no meu coraçäo: Deus julgará o justo e o ímpio; porque há um tempo para todo o propósito e para toda a obra.

18 Disse eu no meu coraçäo, quanto a condiçäo dos filhos dos homens, que Deus os provaria, para que assim pudessem ver que säo em si mesmos como os animais.
19 Porque o que sucede aos filhos dos homens, isso mesmo também sucede aos animais, e lhes sucede a mesma coisa; como morre um, assim morre o outro; e todos têm o mesmo fólego, e a vantagem dos homens sobre os animais näo é nenhuma, porque todos säo vaidade.
20 Todos väo para um lugar; todos foram feitos do pó, e todos voltaräo ao pó.
21 Quem sabe que o fólego do homem vai para cima, e que o fólego dos animais vai para baixo da terra?
22 Assim que tenho visto que näo há coisa melhor do que alegrar-se o homem nas suas obras, porque essa é a sua porçäo; pois quem o fará voltar para ver o que será depois dele?"

João, simplesmente JOÃO!


Cidadão de 67 anos que trabalha na sinaleira do Itaigara próximo a Petrobrás..há muito ele me chama atenção pelo porte alinhado mesmo em suas vestes simples e humildes, mas sempre com seu chapéu e camisa por dentro da calça,com seus braços abertos segurando flanelas, panos de pratos e seus inseparáveis cofrinhos de barro em formas de porquinhos..Hoje eu pedi a ele a permissão dele para tirar essa foto e dizer a ele que eu sou sua fã :de manhã, passando pelo sol escaldante do meio dia até a noite,e lá está ele, com seu chapéu e sua fibra e coragem em ganhar seu pão com decência.

Ele me pediu para ajudá-lo em sua aposentadoria...quem me dera eu tivesse esse poder, de dar a ele algo que é seu por direito!

Brasil, país de tantos contrastes!

Se alguém puder ajude-o nesse processo, ou pelo menos compre um pano de prato ou uma flanela, ele é o João, um grande cidadão!!

terça-feira, 8 de março de 2011

            Banalizaram a palavra "AMOR"

Tão fácil hoje em dia as pessoas falarem aos outros: eu te amo!
Confundem os sentimentos: amor é uma coisa e bem querer é outra coisa; a gente pode gostar de muitas pessoas, desejar o bem, se sentir bem na presença de outras pessoas...mas o amor, ah, o amor!

O amor é muito mais profundo, o amor é sublime, é a perfeição, são atitude e atos; amar é estender as mãos ao outro amado sem que o outro peça, é se antecipar ao pedido de socorro do outro e acudí-lo, afagar a alma do outro nas alegrias e nas dores: isso sim é o amor!

É a lealdade, é saber que pode acontecer o que for, mas o outro estará sempre junto a ti.

Me assusta um pouco ver pessoas que mal se conhecem se declarar ao outro sem ter convicção desse sentimento...não se ama as almas, hoje o amor é de conveniência, existe o “se”: eu te amo “se”; eu te amo “pelo”; eu te amo “por”; por sua beleza fulgaz ou  por seu dinheiro; pelo seu status ou  pela sua juventude, pela sua inteligencia ou por sua esperteza: por isso ou por aquilo. Mas a verdadeira essência que cada traz em seus sentimentos mais profundos,aí sim é onde o amor deveria existir.

São tantas as condicionais para os amores tão efêmeros e fulgazes.

Eu lembro de minha avó e meu avô bem velhinhos, ouvindo juntos as notícias pelo rádio em um sofá singelo de uma modesta casa; ela sentada e ele deitado apoiando sua cabeça no colo de sua “Nenzinha’, a sua companheira tão preciosa de tantos e tantos longos anos.

E ela amava o seu “Quincas”, reclamava com ele por suas teimosias de um senhorzinho idoso metido a fazer estripulias de querer consertar o telhado, de querer mexer em sua surrada maletinha de ferramentas; eles se amavam de verdade; quando a sua amada foi-se para o céu, o médico deu um ano de vida para ele; não que ele estivesse doente, mas a dor em perder a sua tão preciosa companheira seria tamanha que ele não suportaria e assim se cumpriu:em um ano e meio ele foi ao encontro dela.

Ontem uma amiga minha estava muito triste pois seu irmão acabou um casamento de 40 anos em função de um “deslumbramento” por uma jovem mulher de 21 anos...e assim, do nada ele sai de casa e larga a sua companheira de jornada que foi parar na cama prostrada e inconformada, doída em sua estima.

O que acontece finalmente?

Será que meus avós foram muito tolerantes ou o amor deles era sobrenatural?
Será que o amor dos outros personagens citado era fraco ou nunca existiu?

Será que existe mesmo “alma gêmea” ou o que não existe mais é amor de verdade?

Por que se troca tanto de companheiro(a) se lá na frente outros defeitos poderão também vir á tona? E quando acabarem esses tremores? Jogá-se fora esse alguém e vai atrás de outros tremores e emoções tão passageiras?

E afinal quem tem razão?

Deve-se permitir entregar às tantas paixões ou deve-se deixar seu coração terno e agradecer a Deus por ter tido um alguém em sua jornada que sempre afagou a sua alma e te ofertou uma companhia incondicional por uma jornada inteira?

Quem tem razão ou o que é o certo, quem somos nós para julgar...mas que o amor de Nenzinha e Quincas emocionava, isso ninguém pode negar; de vez em quando o amor existe.

E não existe para quem quer; acredito que o amor existe para quem acredita nele não como uma paixão que só faz tremer, alucinar...o amor existe para quem acredita que uma jornada  de mãos dadas com duas pessoas que crescem juntos e lutam juntos, isso sim: é tesouro de vida!